Sua História: por Débora

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Meu marido, bastante ansioso com a paternidade, chega dias depois do casamento com o assunto filhos. E eu, finalizando o doutorado, estava cansada, muito cansada...

Tal ansiedade era amparada pelo tempo de relação que tínhamos: já namorávamos há dez anos. Claro que eu compartilhava da mesma vontade de ter uma família, quando via um bebê na rua, os olhos da alma brilhavam, já era a hora.

Começamos então as tentativas, calculávamos os dias férteis e, quando acontecia de ter uma viajem no meio da história, ficávamos frustrados. Mas como diz uma passagem bíblica, "não cai uma folha da árvore se Deus não deixar" e, três meses depois das inúmeras investidas, tínhamos um beta positivo e dois corações disparados de alegria. Corremos para contar para meus pais e logo depois viajamos do Rio a Guarapari para dar a notícia pessoalmente aos sogros.

Daí pra frente, foi só emoção. No dia do primeiro ultrassom, nós lá, ansiosos, e eis que a minha ginecologista, ao observar a primeira imagem, tem uma reação no mínimo estranha. Imediatamente perguntamos: “Está tudo bem?”, e ela respondeu: “Vou chamar uma colega para ver esta imagem e já retorno.” Meu Deus, foram poucos minutos que mais pareciam uma eternidade! A “colega” olha a imagem e nos parabeniza: “Parabéns, serão papais de trigêmeos!” Como assim?! Minha visão momentaneamente escureceu e, quando voltei a ter percepção, olhamos (eu e meu marido) descrentes para o monitor e uma sábia frase me acalmou: “Débora, você é uma mulher abençoada, Deus gosta muito de você.” Foi um chororô só.

Fomos correndo para a casa dos meus sogros contar as boas novas e daí pra frente eram muitos mimos, sapatinhos, fraldas, bodies (muitos)...Elas nasceram em 1º de maio de 2009, lindas, saudáveis e hoje são três belas princesas que enchem o nosso dia de alegrias. Amamos muito as nossas três lindas Marias (Laura Maria, Maria Eduarda e Mariana).