Tentamos por um ano sem sucesso. Tomei remédio para estimular a ovulação, mas sem resultado. Descobri que tinha hipotireoidismo e que essa poderia ser uma das causas da minha infertilidade. Tratei, mas mesmo assim não engravidava. Então, pedi ao meu ginecologista que nos encaminhasse a uma clínica de reprodução medicamente assistida de sua confiança.
Na primeira consulta na clínica, já disse ao médico o que eu queria: uma FIV com ovorecepção. Eu estava na época com 40 anos e não queria colocar meus bebês em risco pelo aumento de chances de anomalias genéticas. Essa consulta foi no início de outubro. Fizermos todos os exames necessários e, como estava tudo ok com nós dois, recebemos a lista de doadoras fenotipicamente compatíveis com minhas características. Fiquei entre duas: uma ruiva de olhos azuis, mas ligeiramente acima do peso, e outra com minhas caractetísticas físicas, mas muito jovem – ela tinha, na época, apenas 21 anos. Foi ela a escolhida, essa mocinha maravilhosa que me permitiu realizar um lindo sonho!
Recebi da doadora 16 óvulos e, destes, 7 se transformaram em embriões saudáveis. Transferi dois e tive lindos gêmeos! Um maravilhoso casalzinho! Como disse, a primeira consulta foi em outubro e no Natal eu já estava grávida.
Meus filhos são lindos, saudáveis, felizes, a alegria das nossas famílias. Nunca, em momento absolutamente algum, eles foram tratados de forma diferente de qualquer outro membro das duas famílias por terem sido gerados por ovorecepção. São simplesmente amados!
De minha parte, digo às mamães que encontram dificuldades para gerar seus filhos com os próprios genes: o que faz com que eles sejam nossos filhos é o amor que por eles sentimos e não o fato de compartilharmos a mesma carga genética. São meus filhos pois os quis. São um sonho feito crianças, pois sonhei com eles antes sequer de existirem! Sonhei e realizei meu sonho de maternidade!
Somente não é mãe a mulher cuja infertilidade é de amor. Quem não tem amor para dar não será jamais capaz de ter filhos seus, sejam eles de seu sangue ou não. O que nos liga a nossos filhos é o DNA do amor, este é o único que recebemos de Deus.
Bjs a todas as multimães,
Vitória e babies



