Primeiro Mês: Tensão Pós Parto

Escrito por:  Liana e Vanessa
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Recem-nascidoVocê que está com os bebês recém chegados ao mundo,  deve estar com certeza se deliciando com os pequeninos, mas no começo, principalmente no primeiro mês, tudo é muito difícil, não é?  Vamos falar sobre esse lado difícil, porque do lado bom,  todos já falam e você deve estar se perguntando se você é diferente das outras pessoas, pois ainda não viu nada de bom...

... os pontos da cesária ainda estão doendo, seus seios podem estar rachados, você ainda não entra em suas roupas, suas noites de sono acabaram, a vida entre você e seu marido mudou completamente, e não têm mais tempo para intimidade, além de vocês terem visitas o tempo todo na sua casa, você agora está acompanhada de estranhos: seus filhos e pessoas que estão ajudando (enfermeira, mãe e sogras, aiaiai!)

 

Me referi aos filhos como estranhos, porque embora eles estavam dentro da sua barriga, é agora que vai começar a descoberta para ambos, e você pode estar olhando para eles agora e não sentir absolutamente nada, o fato é que demora um certo tempo para você se apaixonar pelo bebê , o vínculo vai se formando naturalmente, dia após dia.

 

Você ainda não sabe como acalma-los direito, que jeito que eles preferem ser pegos, quanto eles querem mamar, quanto querem dormir, se estão chorando de cólica, de frio, de calor, de fome... E os palpites então? As enfermeiras geralmente não só dão palpites como às vezes até ditam regras, como: “agora não pode entrar no quarto” ou: “não pegue no colo, porque vai se acostumar”, as mães e sogras: “no meu tempo a gente limpava o seio antes de amamentar...”

 

Por falar em amamentação, hoje em dia, incentiva-se muito. Mas e em caso de múltiplos? Mesmo que você tenha leite de sobra, como fica amamentar todos os seus bebês a cada 4 horas (isso se você tiver sorte), e de qualquer forma, quando terminar de amamentar todos, já está quase na hora de amamentar novamente!

 

TensãoUfa! Tudo isso junto, no fundo você pode até se questionar porque você foi resolver fazer isso da sua vida, ao mesmo tempo, isso causa uma culpa danada. O que podemos falar para você é para baixar as expectativas e se cobrar menos.  Não tenha expectativa de que tudo vai ser um mar de rosas como você havia sonhado e que você vai dar conta de tudo.

 

Se permita errar, a se cansar, a pedir ajuda, a experimentar, a pegar no colo, a não “fazer sala” quando não está com vontade (para isso que vai servir o maridão!), a dar mamadeira, a chorar, a rir, a ficar a sós com cada uma dos bebês ou não, se você não estiver com a mínima vontade, não se force, naturalmente esta vontade vai chegar. Enfim, se permita a ser mãe como um ser humano!

 

 

 

 

Ouça menos os palpites e ouça mais os seus instintos e o seu coração!

 

 

 

Gabriela Mourão de Mello e Liana Kupferman

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Liana e Vanessa

Liana e Vanessa

Liana Isler Kupferman

CRP: 06/72552

Liana Kupferman é Psicóloga Clínica e atua há 9 anos em atendimentos infantil e adulto. Estuda o tema sobre gemelaridade desde sua formação, resultado da monografia “O Relacionamento de Irmãos Gêmeos ao Longo do Ciclo Vital” para a conclusão da Pós-Graduação “Terapia de Família e Casal” – PUC.

http://www.psicologasfamiliart.blogspot.com/

 

Vanessa Kamkhaji Sapiro

CRP: 06/ 56755-7

Vanessa Sapiro é Psicóloga e Psicoterapeuta. Especializada em Psicoterapia Breve pela Usp-HC. Atuou no Hospital das Clínicas no Grupo Gender, e no setor de Psicoterapia.  Realizou Curso de Extensão: Maternidade e Efeitos do Bebê, na PUC/COGEAE e Psicanalise da Criança no Sedes Sapientae.

Celular:11 9639-0646

www.valekids.com.br